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Colagem Urbana
Sobre o movimento
A colagem urbana de cartazes, ou lambe-lambe, constitui uma das práticas mais estruturantes e disseminadas da arte urbana paulistana contemporânea. Embora herde procedimentos de comunicação visual de rua característicos do século XX — tais como afixação de cartazes de espetáculo, propaganda política e anúncios populares —, é sobretudo a partir dos anos 2000 que essa linguagem se consolida como estratégia estética autônoma. Nesse período, artistas e coletivos passam a empregar o lambe-lambe como meio para difusão de imagéticas autorais, padrões gráficos modulares, slogans poéticos e iconografias identitárias, transformando a cidade em matriz contínua de repetição e experimentação visual. Paralelamente, desenvolve-se de forma vigorosa a sticker art, vertente que opera com adesivos de pequena escala, alta reprodutibilidade e circulação descentralizada. Inseridos em postes, placas, portas de metal e superfícies de alta rotatividade urbana, os adesivos funcionam como micro-intervenções virais, criando redes de troca, circulação e multiplicação que aproximam arte urbana de culturas DIY, punk e do design gráfico popular. A economia do adesivo — barata, portátil, facilmente replicável — reforça seu papel como ferramenta democrática de ocupação do espaço urbano. Dentro desse ecossistema ampliado, destacam-se os seguintes artistas e coletivos, cada um contribuindo de maneira singular para a consolidação da linguagem:

